2019 - O Ano da Extinção (Daybreakers)
Mais um filme de vampiros? Sim. Mais um filme de vampiros que mais se parecem com fadas do que monstros? Não. Aliás, mais ou menos, pois os vampiros de 2019 não se comportam exatamente como malvadões sedentos por sangue também.
No longa de Michael e Peter Spierig, os vampiros se comportam como eu e você. Trabalham, fazem compras, interagem, enfim, são, na verdade, humanos que foram transformados nessas criaturas míticas por conta de um vírus [se alguém aí já viu True Blood vai notar certa semelhança entre o enredo deste filme e a desculpa dada pelos vampiros da série]. Quando esse tal vírus transforma quase toda a população mundial em sugadores de sangue notívagos, poucas pessoas conseguem se manter humanas.
Claro que o instinto de alimentar-se faz com que os novos vampiros se alimentem dessas pessoas, sugando-as da mesma forma que sugamos o leite de uma vaca, por exemplo. é tudo muito hi-tech. Nada de mordidas extravagantes no pescoço de ninguém, afinal, tratam-se de vampiros civilizados e modernos.
Bom, o filme em si gira em torno de um cientista que batalha para criar um tipo de sangue sintético para alimentar a nova raça dominante da Terra, que depois de comer quase todos os humanos restantes, começaram a passar fome e se alimentar de si próprios, gerando uma mutação que os transforma em morcegos bizarros.
Procurando essa salvação, o cientista conhece um grupo de humanos e um vampiro que se curou de sua condição. Se eu disser mais vou entregar o filme inteiro, mas o que vale ressaltar aqui é que se trata de uma crítica muito divertida e pontual à civilização pós moderna.
A gente usa os recursos que o planeta nos oferece sem se preocupar com a reposição. Usamos, gastamos, desperdiçamos sem atentar que, eventualmente, eles irão acabar. E aí? O que acontece depois? Canibalismo, como foi o caso dos vampiros do filme? Achei uma boa forma de atingir o público que se recusa a assistir documentários ou filmes com temáticas mais 'sérias' sobre o que está acontecendo com o mundo. Enfim, é um filme de vampiros? Sim. É como todos os outros que tratam do tema de forma apenas romântica ou aterrorizante? Definitivamente não.
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