Juliana Cruz. Tecnologia do Blogger.
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Tropa de Elite - O inimigo agora é outro

Um tapa na cara de todo mundo que tenha ao menos um resquício de consciência.


Diferente do primeiro filme da série, este quase não tem frases de efeito, matança explícita e cenas de perseguição à malfeitores. No segundo filme, Padilha optou por desmontar a idéia firmada no original de que os traficantes são o problema do Rio de Janeiro e fazer uma crítica à todo o resto, incluindo programas de TV que exploram a pobreza em nome da audiência.

Dessa vez, até o Capitão Nascimento começa a admitir que os comerciantes de tóxicos nada mais são que vítimas do sistema, tal como ele e todo santo brasileiro vivo. O filme esfrega na cara de quem acha que 'matar o caras maus' é o suficiente para 'limpar' o país e mostra que a culpa de tudo de ruim que acontece conosco é nossa culpa. Aliás, não nossa, mas de nossa falta de iniciativa. Serve para aqueles que se referem ao povo brasileiro como 'povo brasileiro' ao invés de 'nós'. Àqueles que acham que votar no Tiririca é um ato de protesto e não um ato de estupidez. Àqueles que fingem que o problema não é com eles.

Me senti desconfortável do começo ao fim. Não queria terminar de ver, no entanto, a curiosidade foi maior. Um soco no estômago com duração de 2 horas que vale a pena ser tomado. Um longa sério, com interpretação impecável de Wagner Moura e mensagem nada politicamente correta. Pelo contrário, o filme só nos faz perceber que somos todos corruptíveis, sem exceção, logo, culpados pelo que vivenciamos dia a dia. 

Não somos vítimas do sistema, somos coniventes a ele, o alimentamos. Se você assistir e não se sentir envergonhado por ser você, é porque definitivamente não entendeu a mensagem.

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1 comentários:

Jessamy disse...

Adorei o que falou sobre o filme. Vou assistir esse fds e para comentar adequadamente teu post.
Bikokas.